domingo, 30 de maio de 2010

A realidade que virou sonho...

Agora sim, o motivo pelo qual eu vim aqui hoje. O da tal postagem do tal sonho tido por mim esta noite.
Hoje pela manhã ao me levantar da cama, antes mesmo que saísse do quarto, acendesse as luzes, me atraquei com a caneta e o papel com voracidade tamanha, na busca de ver ali com vida, àquele que fisicamente eu não vejo há anos.

"Bendito são meus sonhos que me juntam a você
Sonhei contigo noite afora, noite adentro
Me queima o peito, o coração, a alma
Me queimo por inteira
E basta, uma vaga qualquer coisa que me lembre você
Para que em todo meu ser o amor adormecido
Com toda sua força novamente queime
O ápice me faz clamar teu nome

Eu vejo o seu belo e alvo sorriso, sorrindo pra mim
Minha boca ainda sente o gosto da sua
Ainda degusto essa tua boca rosa, pequena, macia, quente
Ora feroz, ora delicadamente
O calor do teu abraço continua ainda a me esquentar
Sim, eu posso sentir seu abraço, o calor e o volume do teu desejo
E assim nos confessamos, nos misturamos...

Nossa sintonia; o  aniversário, os gostos, as pintas do corpo
Tudo tão intenso, imenso, imensurável
Infinito, extenso
Impossível  o nada ter sido o fim
Me recuso a acreditar.
Me lembro da ultima vez.
Vejo você em pé, apoiando-se na porta a se despedir de mim
Mas eu tive que te deixar, você já não era o mesmo, nunca era o mesmo
E percebi que sempre, era sempre, eu sozinha com meus sacrifícios e amor imenso

Maldita foi a hora que passou sem camisa
Maldita foi a hora que meu mundo parou para que o seu passasse
Maldita a hora que parei pra olhar você. Raios ligaram meus olhos aos teus
Lugares, cheiros que trazem lembranças
Mas, maldita mesmo foi a hora em que vieste até mim

E bendita, mui bendita a hora que me beijou,
Bendita foi essa hora, ali, conheci o paraíso
Meus pés saíram do chão, paramos no ar e o mundo girou
Benditas horas foram essas que, delas em diante, não sei mais o que é ter paz
Nem me lembro de como era antes de existir você
Me roubou tudo, mas, não me levou junto
E por sua causa vivo vazia da realidade,
Ao me roubar a paz encheu-me de sonhos
Essa foi mais uma das incontáveis noites em que sonhei com você."


E assim encerro uma postagem pra mim dolorida, mas, necessária e com um pensamento de Paulo Coelho no qual me encontrei e continuamente retiro forças.

Sonhadores não podem ser domados. Sonhos não estão à venda!